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Cadernos de TCI

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Carlos Fernández (1999-2005)

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O Rio Anabela Cardoso

Antes de entrar no tema deste artigo propriamente dito, permitam-me que faça breves considerações sobre as formas conceptuais que são normalmente utilizadas na área de estudo e investigação que nos ocupa - a pesquisa psíquica.
E porque hoje me deterei na obra de um dos mais notáveis investigadores dos fenómenos psíquicos do século XIX / XX, que abalou as convicções da sociedade da sua época, elas me pareceram oportunas.
Poderia este ser tema de debate amplo e profícuo, estou certa, mas deixarei ao leitor a alternativa de o continuar através do Foro de Discussão dos Cadernos de TCI, que hoje se inaugura.
Palavras como metafísica, pesquisa psíquica, fenómenos psíquicos e mesmo espírito e espiritual têm sido gastas, desvirtuadas e confundidas.
Tenho ouvido gente de instrução média associá-las com magia branca e negra, astrologia, curandeirismo e mesmo charlatanismo.
Infelizmente a linguagem verbal humana é limitada e não nos deixa alternativas.
Psyche era na mitologia grega a personificação da Alma ou Espírito. Significava também o sopro da respiração ( alento vital ) e a mente.
A terminologia inglesa, por exemplo, aplica o termo pesquisa psíquica ao estudo da totalidade dos fenómenos inexplicados de natureza suprafísica, mas faz na práctica uma distinção entre as informações obtidas por via psíquica - telepatia, clarividência, psicometria, etc., e as informações obtidas através do contacto com o que denominam mundo espiritual, por canais mediúnicos.
Por outro lado, os espiritualistas e os espiritistas utilizam as palavras espírito e espiritualidade para designar a alma ou outros planos de existência. Espíritos são aqueles que já não vivem fisicamente na Terra. Criam assim uma limitação, uma separação entre os planos e os estádios de consciência que assumem formas materiais (os nossos), e os que já as superaram. É uma linguagem que pode induzir em erro, pois o espírito anima igualmente os planos e as formas de vida caracterizados pela aparência física que conhecemos. Nesta minha apreciação, entra ainda em linha de conta, naturalmente, a afirmação de Rio do Tempo, quando diz « nós também temos um físico ».
Seria mais correcto, penso, falar de forma e de ausência de forma, a qual será atingida, segundo Myers, em estados de consciência mais próximos da essência divina. Espírito é a VIDA mesma e a Vida é indivisível.

O britânico Sir Oliver Joseph Lodge, físico, investigador do maior prestígio, académico eminente, precursor de Marconi, foi quem primeiro afirmou, em 1894, que o sol emitia ondas de rádio, teoria que só viria a ser confirmada em 1942. É também autor de vasta obra sobre questões metafísicas e notável investigador dos fenómenos psíquicos.
A sua investigação exerceu-se sobretudo no seio da prestigiosa Society for Psychical Research.
Seu filho Raymond foi morto em combate durante a primeira guerra mundial, acontecimento que contribuíu para intensificar o seu trabalho de investigação sobre uma possível sobrevivência para além da morte física.
Entre as obras de Oliver Lodge dedicadas ao estudo das questões metafísicas, destaca-se o livro Raymond or Life and Death, onde estão compiladas de forma metódica e sistemática aquilo a que chama « attempts at stricter evidence » (tentativas de evidência mais rigorosa), através de «evidential sittings» (sessões mediúnicas com resultados evidenciais). É notória a preocupação de rigor e fidelidade na transcrição minuciosa e detalhada das situações.
A obra baseia-se num conjunto de sessões mediúnicas a que assistiu, bem como seus familiares e amigos, antes e depois da morte de seu filho Raymond.
Na época, que produziu alguns dos mais notáveis médiuns do mundo ocidental, o estudo das questões relacionadas com a hipótese da sobrevivência baseava-se na evidência transmitida pelos médiuns. Estes eram submetidos a uma fiscalização e controle de tal forma rigorosos, que por vezes punham em causa a sua integridade física. Foram médiuns extraordinários, investigados e escalpelizados por grandes figuras do pensamento e da ciência ocidental. Bastará, creio, referir Cesare Lombroso, William Crookes, Arthur Conan Doyle, Thomas Edison, Tesla, Marconi, Charles Richet, Camille Flammarion, William James, Henri Bergson, entre muitos outros, para se ter uma idéia do nível das figuras então envolvidas na pesquisa psíquica.
Alguns desses médiuns - a senhora Gladys Osborne Leonard, a senhora Piper de Boston, a senhora Verrall, o senhor A. Vout Peters, veiculam mensagens que atestam a identidade de Raymond e dão notícia das condições de vida no seu novo mundo.
Interessantemente, a história das comunicações começa nos Estados Unidos, em Agosto de 1915, com uma mensagem recebida inesperadamente por Mrs. Piper durante uma entrevista com uma desconhecida, não relacionada de nenhuma maneira com Sir Oliver Lodge, seu filho, sua família ou seus amigos mortos ou vivos. Subitamente, através de um amigo falecido da S. P. R., Richard Hodgson, que repentinamente entra na comunicação em curso, Frederic Myers dirige a Oliver Lodge uma mensagem evocando Faunus e o Poeta (Myers é especialista de literatura clássica).
Homem de ciência, Lodge teve de recorrer à interpretação da Senhora Verrall, personalidade de relevo social, distinta estudiosa de temas clássicos, médium no anonimato, que o esclareceu.
Durante a sessão de Mrs. Piper, Myers tinha pedido para transmitirem a Lodge que « ele faria o papel do Poeta e Myers o de Faunus. Proteccção. O Arthur (Dr. Arthur W. Verrall, falecido), diz que perguntem a Verrall, ela compreenderá». (a)
A Senhora Verrall imediatamente elucidou que seria uma referência a Horácio, que descreve como escapara a morte certa devido à queda de um pesado tronco de árvore, acidente a que só não sucumbiu pela intervenção (protecção) que atribuíu a « Faunus, guardião dos poetas ».
Oliver Lodge recebeu a interpretação da mensagem no início de Setembro de 1915. Ele mesmo a interpretou como um aviso de Myers sobre uma possível catástrofe financeira.
Em 14 de Setembro de 1915, seu filho foi morto em combate. A família recebeu a notícia em 17 de Setembro.
Posteriormente, e através de outras interpretações de estudiosos de literatura clássica, concluíu-se que provavelmente a árvore teria atingido o Poeta, sem contudo o esmagar, por intervenção de Faunus.
Assim, o golpe que atingiu Oliver Lodge teria sido minorado pela certeza transmitida por Myers de que seu filho vivia.
Dezenas de sessões e de informações são descritas por Oliver Lodge, com a maior minúcia e espírito crítico.
Há vários casos de correspondência cruzada e também casos de informações transmitidas por Raymond, que toda a família desconhecia. Algumas dessas informações só puderam ser verificadas muitos meses depois, por meios inesperados e aparentemente fortuitos, tendo sido levadas ao conhecimento de Sir Oliver por desconhecidos do médium, de sua família e de seu próprio filho. São casos intrincados que parecem deliberadamente evocados pelo comunicante Raymond Lodge para provar a sua realidade.
Não obstante o seu rigor e interesse, não me deterei sobre o conteúdo das comunicações a que Sir Oliver chama «evidential sittings», pois essa não é a finalidade deste escrito.
Citarei antes outros exemplos, sempre extraídos fielmente da obra em questão, « Raymond or Life and Death », dos capítulos a que Oliver Lodge chama «unverifiable matter» (matéria não verificável).
São exemplos através dos quais procuro encontrar o que suspeito pode existir i. e., a linha de continuidade entre essas extraordinárias comunicações de médiuns acima de toda a suspeita, testemunhadas por grandes figuras do pensamento ocidental e as informações recebidas por TCI, sobretudo as comunicações provenientes da Estação Rio do Tempo.
A TCI é certamente uma maneira mais objectiva, pois, como diz Rio do Tempo, « nós falamos directamente através dos aparelhos », de estabelecer contacto entre a Terra, no nosso caso, e o mundo de Rio do Tempo. Mundo de imensa vastidão física e psíquica, onde coexistem inumeráveis formas de vida e os seus correspondentes estádios de consciência.
Como dizia, ocorreu-me que seria interessante averiguar até que ponto se poderiam encontrar coincidências ou discrepâncias entre as informações recebidas por TCI e as informações recebidas por canais mediúnicos de comprovada qualidade e seriedade. Não obstante uma certa subjectividade que pode caracterizar as comunicações mediúnicas, «o médium não é um médium é um intérprete», diz Myers, pensei que talvez fosse possível encontrar elementos comuns entre as duas.
Como me encontrava então em Inglaterra, tive o privilégio de poder consultar a mencionada obra, que creio não estar à venda. No entanto, entre 2 de Novembro de 1916 (data da primeira edição), e Dezembro do mesmo ano, ele teve cinco edições.
Logo na página 194 da 5ª edição, Dezembro 1916, Methuen & Co. Ltd., diz Raymond durante uma entrevista de seu Pai com Mrs. Leonard, « o meu corpo é muito semelhante ao que eu tinha antes. Às vezes belisco-me a mim próprio para ver se é real, e é, mas não parece doer tanto como quando eu beliscava o corpo de carne. Os órgãos internos não parecem ser constituídos nos mesmos moldes de antes. Não podem ser exactamente os mesmos. Mas na aparência e exteriormente, são os mesmos de antes. Posso mover-me mais livremente ». Continuando a descrição, diz « ter um dente novo em lugar de um dente que não estava completamente bom. Um dente novo veio para o sítio do que tinha sido arrancado. Conheceu um homem que tinha perdido um braço, mas que agora tem outro. Sim, ele tem dois braços agora ». Mais adiante, «há homens aqui e há mulheres. Não me parece que se comportem em relação uns aos outros exactamente como o faziam no plano terreno, mas parecem ter o mesmo sentimento uns pelos outros, uma diferente expressão do mesmo. Não parece haver crianças nascidas aqui». Continua descrevendo aqueles que se interessam por comida, cigarros, bebidas, etc., e como esses apetites são satisfeitos através de produtos manufacturados « nos laboratórios que aqui existem, que manufacturam toda a espécie de coisas. Não como vocês fazem, a partir de matéria sólida, mas de essências, de éteres e gases ... -Sabem como as flores murcham. Temos flores aqui. As vossas flores murchas florescem de novo connosco - flores belas. Lily ajudou-me muito com as flores».
Lily é uma irmã que morrera bébé, e que Raymond diz ter encontrado como uma jovem de idade semelhante à sua. Na mesma ocasião, diz também ter encontrado no seu novo mundo um irmão que «nunca vivera na Terra». Informação que Raymond, quando vivo, desconhecia mas que seu Pai confirmou.
Recordemos Rio do Tempo - sobre a sobrevivência das plantas, « não se esqueça que as plantas são seres do vosso mundo, do outro mundo passam sempre todos para este ». E, «todos os seres do nosso mundo vêem de um mundo anterior».
Noutra sessão com um dos seus irmãos, em Novembro de 1915, Raymond refere-se à passagem para o seu novo mundo dizendo que todas as coisas lhe pareceram «sólidas e substanciais». «A primeira idéia depois de acordar foi, suponho, sobre aquilo que chamam passar para o outro lado. Foi apenas durante um segundo ou dois, segundo a vossa contagem do tempo, que lhe pareceu um sítio vago e sombreado, vaporoso. A primeira pessoa que o recebeu foi o avô. Ele diz que vive numa casa feita de tijolos, e há árvores e flores, e o chão é sólido». Continua sobre as flores, «Há muitas flores que crescem aqui. Mas aqui não as cortamos. Elas não morrem e voltam a crescer. Parecem renovar-se a si mesmas. Tal e qual como as pessoas, elas estão renovando constantemente os seus corpos espirituais».
Raymond chega muitas vezes às sessões de Mrs. Leonard, ou de um dos outros médiuns, acompanhado por um ou outro dos seus cães mais queridos, o qual é descrito minuciosa e correctamente pelo controle da senhora Leonard, Feda.
Entre as notáveis coincidências encontradas nas informações que a obra relata, obtidas no período de seis meses que se seguiu à morte de Raymond, e as provenientes da Estação Rio do Tempo sobre temas de natureza trivial (amplamente documentadas nos meus anteriores artigos), destaca-se a afirmação de Raymond de que «sente frio ou calor quando entra em contacto com o plano terrestre». Os nossos Amigos da Estação Rio do Tempo dizem «hace frio»,«aqui vai chover», «ui, este ruído no suporto yo!», referindo-se a um ruído particularmente estridente que faziam os rádios nesse dia, etc., etc.
Estas coincidências sobre temas de natureza trivial são quanto a mim as que mais contribuem para o estudo e confirmação da hipótese da sobrevivência. Elas não servem nenhum propósito ideológico ou religioso. Não foram certamente fabricadas ou manipuladas, porque são desprovidas de conteúdo filosófico. Contradizem radicalmente o sistema antropocêntrico de valores da sociedade humana. Para além disso, tiveram de atravessar várias barreiras, incluindo os preconceitos do médium. Por conseguinte, creio que reúnem condições para serem consideradas válidas.
Sobre o sofrimento, diz «Moonstone», o controle do médium A. Vout Peters, a Sir Oliver Lodge:
«O seu coração tem sangrado. Nunca pensou que pudesse amar tão profundamente. Tem de haver mais ou menos sofrimento. Muito embora seja crucificado, vai erguer-se um homem mais forte, maior, melhor. Mas a partir deste sofrimento e crucificação, oh, como vai ajudar a humanidade! É um grande trabalho. Foi profetizado. É através dos sofrimentos da humanidade que a humanidade se alcança. Deve ser através da dor. ... É através do sofrimento que a humanidade é ajudada. Essa é uma coisa grande na sua bela religião; sabe a que me refiro - o sacrifício de Jesus. Ele demonstrou a Eternidade mas para o fazer Ele teve de ser sacrificado e provar a morte.
Assim, todos os que ensinam a alta . . . devem trilhar o mesmo caminho; não se escapa à crucificação, ela vem de uma maneira ou de outra....»
Recordemos Rio do Tempo em resposta a uma pregunta que lhes fiz sobre o significado do sofrimento - «tem todo, tem todo o significado». «O sofrimento é muito importante para o crescimento espiritual»; «Sentem sofrimento todos os seres do mundo».
Clarificarei um pouco o significado de alguns termos empregues em referência a sessões mediúnicas, utilizando as próprias definições que deles dá Sir Oliver Lodge. O tipo de médium a que se refere a presente obra, diz «...é aquele que, aguardando tranquilamente, entra mais ou menos num transe, e é então sujeito àquilo a que se chama controle - falando ou escrevendo de maneira bastante diferente da própria maneira habitual ou normal do médium, sob orientação de uma inteligência separada, tecnicamente conhecida como controle, que alguns pensam dever ser uma personalidade secundária e que na realidade é certamente uma personalidade secundária do médium, seja o que fôr que esse termo possa realmente significar - efectuando-se a transição na maioria dos casos de forma bastante fácil e natural. Neste estado secundário, um grau de clarividência ou lucidez é atingido, o qual ultrapassa a consciência normal do médium, e são referidos factos que têm de estar fora do conhecimento normal dele ou dela. O controle, ou segunda personalidade, que fala durante o transe, parece estar mais intimamente em contacto com o que é popularmente chamado mundo seguinte do que com a existência humana comum, e por conseguinte é capaz de transmitir mensagens de pessoas falecidas; transmitindo-as através da fala ou da escrita do médium, habitualmente com alguma obscuridade e equívoco, e com maneirismos próprios do médium ou do controle ».
É interessante assinalar que, muito embora muitas das mais notáveis figuras da época se tenham empenhado no estudo e investigação rigorosa dos fenómenos mediúnicos e, de um modo geral, da questão da sobrevivência à morte do corpo, e as suas conclusões, após aturados anos de pesquisa, apontem no sentido da confirmação da hipótese da sobrevivência, a nossa época fez silêncio sobre essa importante e interessante faceta, a tal ponto que ela é hoje praticamente desconhecida.
Naturalmente que, como todos os campos de investigação que não se enquadram nas leis físicas até agora enunciadas, os fenómenos psíquicos foram e continuam a ser objecto de distorsão, confusão, fraude. Como diz Rio do Tempo, «é preciso mas difícil distinguir o trigo do joio».
No entanto, só por si, essa maior facilidade de manipulação inerente à natureza dos fenómenos parafísicos não explica o silêncio sobre as investigações e conclusões de grandes figuras da ciência ocidental, como as acima citadas.
Suspeito que a estranha atitude da época em que vivemos e da comunidade científica em geral (existem honrosas mas raras excepções), se deve basicamente a dois factores - por um lado, o característico medo do desconhecido, o qual, muito embora constitua um dos apregoados alvos da ciência moderna, a continua a maniatar e afligir, agora, como há três ou quatro séculos atrás.
Por outro, a conclusão última desses grandes investigadores -paradoxalmente pais e precursores dos actuais - contradiz na essência as bases da concepção materialista do mundo em que vivemos, do sistema que hoje em dia literalmente alimenta e sustenta a própria ciência. Este raciocínio, para além de evidenciar a ameaça que lhe subjaz, conduz à aniquilação do próprio sistema.
É de tal forma notória esta atitude, que se conseguiu desacreditar, ao ponto de nos nossos dias ser quase considerado tabú, o que deveria constituir, pelas suas características, objectivo superior e nobre dos interesses científicos - o estudo e investigação do mundo psíquico.
Para ilustrar o que creio ser uma atitude deliberada do sistema em que vivemos face à área da Alma, chamemos-lhe assim, basta recordar que a realidade dos fenómenos psíquicos, sobretudo os mais aproveitáveis - visão remota, clarividência, psicometria, é bem conhecida e mesmo utilizada pelos poderes vigentes, como aconteceu durante a guerra fria, quando os dois protagonistas mundiais se desdobraram no financiamento, investigação e utilização da espionagem por métodos psíquicos. b) e c)
Rio do Tempo, interrogado sobre os motivos porque as mensagens de TCI parecem levantar tanta confusão no nosso mundo (acusações de fraude, confusão com supostos extra-terrestres que seriam os seus presumíveis autores, etc.,) disse que essa situação era provocada por « grupos negativos do seu mundo que pretendem que os humanos não saibam que a Vida não termina ».
Voltando ao tema principal deste escrito, gostaria de terminar com mais uma citação da obra de Oliver Lodge, que fala por si mesma.
No capítulo XVIII, página 209, diz Feda, o controle de Mrs. Leonard, a um irmão de Raymond, Alec, transmitindo o pensamento de Raymond: ...ele foi à Biblioteca com o seu avô - avô William - e alguém chamado Richard, e ele diz que os livros que lá existem parecem ser os mesmos que vocês lêem.
Agora, isto é extraordinário - Existem lá livros que ainda não foram publicados no plano terrestre. Dizem-lhe - dizem-lhe apenas, ele não sabe se é correcto - que esses livros serão produzidos, livros como os que existem lá agora; que a matéria que eles contêm será impressa no cérebro de algum homem, que ele supõe seja um autor.
Ele diz que não é permitido a todos no seu plano ler esses livros; podem feri-los - isto é, os livros ainda não publicados. O Pai vai escrever um desses livros - não aquele em que está a trabalhar agora, mas um novo ».
Rio do Tempo, « se tu soubesses, isto é difícil ! Estão a ponher leis p'ra tudo! ».
Feda : «Ele diz que este é um lugar tão sólido que ainda não conseguiu ultrapassar o espanto. É tão maravilhosamente real.
Ele falou sobre um Rio com o seu Pai ; ainda não viu o mar».
Os nossos Amigos e interlocutores da Estação Rio do Tempo respondem a uma pergunta minha sobre qual a sensação que experimentaram ao acordar no seu novo mundo, com uma palavra :
«Espanto !».
Interrogados sobre a existência de praias no seu mundo, dizem «as praias ficam na outra costa».
Raymond viu o Rio.
Já terá encontrado as praias.


a) todas as citações da obra de Sir Oliver Lodge foram traduzidas literalmente.

b) Stargate do Pentágono norte-americano:
'Mind Trek' by Joseph McMoneagle (published by Hampton Roads)
'Psychic Warrior' by David Morehouse (Penguin), and 'Tracks in the Psychic
Wilderness' by Dale Graff (Element Books).
c) Sheila Ostrander and Lynn Schroeder, PSI : Psychic Discoveries behind the Iron Curtain. Abacus (Sphere Books), London (2nd ed, 1973).

Publicado no numero 5 de Cadernos de TCI